Educação transmedia


O conceito de narrativas transmedia surge no campo da ficção, mas tem sido aplicado a outros domínios, como é o caso do jornalismo e também da educação. Segundo Carlos Scolari (2013), as narrativas transmedia constituem uma forma narrativa que se expande através de diferentes sistemas de significação (verbal, icónico, audiovisual, interativo, etc.) e meios (cinema, banda desenhada, televisão, videojogos, teatro, etc.). Quando falamos de narrativas transmedia não falamos da adaptação de uma linguagem a outra (por exemplo, do livro ao cinema), mas sim de uma estratégia que desenvolve um mundo narrativo, que abarca diferentes meios e linguagens (Scolari, 2013, pp. 24-25).
Scolari considera as ideias defendidas por Henry Jenkins (
2006) que destaca um ponto fundamental neste contexto e que tem a ver com a cooperação ativa dos utilizadores no processo de expansão transmedia. O autor tem equacionado a aplicação destas práticas no contexto educativo. A educação transmedia passa por incorporar diferentes dispositivos, plataformas e linguagens no processo de aprendizagem. A tecnologia pode contribuir para alterar dinâmicas de aulas e o aluno pode ser coprodutor num processo pedagógico caracterizado pela participação e pela comunicação em rede.

Carlos A. Scolari

- Henry Jenkins

- Entrevista a Carlos Scolari: Las narrativas transmedia y la educación

- Conferência de Carlos Scolari sobre educação transmedia



Referências
Jenkins, H. (2006). Convergence culture – Where old an new media collide. New York: University Press.
Scolari, Carlos. A. (2013). Narrativas Transmedia. Cuando todos los medios cuentan. Barcelona: Deusto.

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